17.NOV

O #poder das redes sociais

O #poder das redes sociais

Esse feriado foi uma overdose de Black Mirror aqui em casa, assistimos cinco episódios da última temporada, como são independentes começamos pela terceira mesmo, queria entender o frisson das pessoas!

Se você ainda não viu, corre ver! Mas vá preparado para bagunçar a mente e sair com muitas perguntas na cabeça.

Bem, já vimos os seis episódios (o primeiro vimos no começo do mês) e todos são muito instigantes mas no artigo de hoje quero falar especificamente do “Os Odiados da Nação”.

**Cuidado pode conter spoiler**

O episódio leva ao extremo do que uma hashtag ou “simples” exposição de opinião pode fazer quando viraliza.

Ao extremo porque ao nos depararmos com a #MorteFulano em uma rede social e perguntarmos ao autor se ele realmente deseja a morte do fulano, a resposta na maior parte dos casos será: não, é apenas uma forma de expressar que eu não gosto/gostei de uma atitude de fulano.

A força das redes sociais

Todos os dias vemos pessoas sendo expostas em redes sociais, seja por meio de uma hashtag seja por um post que é mal interpretado, e logo as pessoas começam a dar a sua versão de verdade para o fato, sem se preocuparem com as consequências.

Este sexto episódio é um convite a esta reflexão: ok, o fato que lhe motiva a se manifestar contra alguém pode ser legítimo para você, mas continua assim quando se torna uma massa contra uma única pessoa? E qual é o limite deste manifesto? Isso faz sentido? Alguém merece esse tipo de exposição?

Teríamos um termômetro de empatia para julgar até onde é suportável a expiação?

Empatia: capacidade de apreender sentimentos e de identificar-se com a perspectiva do outro, manifestando reações que expressam essa compreensão e sentimento (Del Prette e Del Prette, 2001)

Até pouco tempo atrás, um erro era cometido e podíamos facilmente escolher usar “uma folha em branco” junto com um pedido de desculpas e poucas pessoas ficariam sabendo do nosso equívoco, no máximo nossos colegas de trabalho/escola, vizinhos e pronto.

Hoje, com a velocidade da rede é possível que em menos de 24h nosso rosto seja conhecido em vários países, e até que seja possível uma reconstrução do “eu” pode ser tarde. Vou além, quem será afetado não será só o eu, mas seus familiares e amigos.

Somos coletivos, lembra? Então, é fácil colar aquele “diga-me com quem andas…” ou no mínimo um sentimento de “onde foi que erramos?”
Novamente, a série leva ao extremo. Mas não estamos muito distantes. Reflita.

 

Ontem, 15 de novembro, top trends do Twitter, uma das redes sociais mais usadas no mundo:

# TchauJoão #MasterChef

joao-saiu

Sua arrogância fez ele ser odiado. Será? Na série já viraria um dos mais odiados? #…..

E o que o levou até lá? #Reflexao

Além desta reflexão, na mesma trama temos ainda dois outros conflitos tecnológicos, interligados, que na verdade aparecem em outros momentos, são eles:

1) A criação de uma tecnologia poderosa para sanar um problema ambiental: abelhas estão em extinção (alguma semelhança com a atualidade?)

Sem problemas! Fazemos abelhas fakes (elas só não produzem mel rs), serão TOTALMENTE seguras, mas seu crescimento é exponencial… Só não contavam com a perder o controle para alguém muito irritado e ao mesmo tempo muito inteligente.

Contra-senso interessante quando temos governo + uma empresa focada justamente para barrar qualquer invasão. Mas quando se deixa de perceber as PESSOAS e suas motivações, quem sabe se deixa uma porta, ou janela aberta?

2) Outro ponto que não passa despercebido é a invasão de privacidade, que é aprovada pelo governo sem que a população saiba mas ao mesmo tempo com seu consentimento, as abelhas são extremamente eficazes para não somente polinizar como também mapear as cidades sem que ninguém desconfie.

Juntando todas as três variáveis: comportamento humano + redes sociais + tecnologia avançada = uma guerra sem precedentes e apenas um general.

E você pode dizer “isso é ficção”, após um segundo, a mente turbina e um “será?” vem com tudo.

O potencial de uma rede social já conhecemos… A tecnologia, não temos controle.

Por isso, o que estará sempre nas nossas mãos é a #reflexao antes de enviar nossas impressões para rede!

O que você acha sobre isso?

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