24.FEV

O WhatsApp como remédio para a falta de leitura

O WhatsApp como remédio para a falta de leitura

Por um lado estamos lendo cada vez menos, por outro lemos cada vez mais.

Confuso?

Nem tanto!

Em 2014 a Associação Comercial do Rio de Janeiro – Fecomércio/RJ revelou por meio da pesquisa “Hábitos de lazer cultural do brasileiro” que, naquele ano, sete em cada dez brasileiros não leram nenhum livro.

Entretanto, conforme a leitura de livros diminui, o uso de aplicativos como o WhatsApp só cresce. No Brasil, no mesmo ano da pesquisa da Fecomércio, o App contava com 45 milhões de usuários.

Aparentemente, os índices de leitura só diminuem. Mas, o que fazemos em aplicativos como o WhatsApp e nas mídias sociais é ler a todo tempo. Claro, uma leitura em doses homeopáticas, mas leitura.

Tendo em vista esse imenso público que utiliza os dispositivos móveis o projeto “Leitura de Bolso” já tem mais de 20 mil usuários em apenas dois meses de projeto. Como? Fornecendo pílulas literárias.

Com a literatura sendo pensada para o formato mobile e usando o WhatsApp como suporte, o projeto envia diariamente mensagens rápidas e curtas que podem ser lidas em, no máximo, 5 minutos.

Adaptando-se à linguagem multimídia os contos, crônicas, poesias ou trechos de livros trazem consigo uma música, vídeo ou imagem e, assim como os remédios, esse também tem horário definido na posologia: pela manhã entre 8h e 11h. A ideia é fornecer o conteúdo no momento em que as pessoas estão no transporte coletivo e têm o costume de acessar o Whats.

Com a ideia de incentivar a leitura o projeto mantém o seu telefone em sigilo, não cobra nada e não envia propagandas. Para pegar a receita basta acessar o site e fazer um cadastro com seu nome, e-mail e telefone.

A partir disso você recebe os textos de autores como o brasiliense Roberto Klotz, que disponibilizou crônicas do seu livro “Quase Pisei” para serem distribuídas. Em seguida, um nome de peso da literatura brasileira: Mário Prata, que aceitou participar do projeto ganhando leitores enquanto o usuário ganha a leitura.

Outra iniciativa que distribui leitura pelo celular é a do jornal cearense O Povo. Mas enquanto o foco do “Leitura de Bolso” é a literatura, a do jornal é, evidentemente, a notícia.

Com o envio das principais manchetes do dia o usuário do WhatsApp recebe notícias de Fortaleza, do Ceará, do Brasil e do Mundo pela manhã (8h), à noite (19h) e sempre que ocorrer algo urgente.

Assim como o projeto literário, o jornal também investe na plataforma multimídia ao enviar vídeos dos principais acontecimentos. Há também informações mais institucionais, avisando o usuário sobre promoções e outras ações do grupo de comunicação.

Para receber os informativos o cadastro ocorre da mesma maneira que o “Leitura de Bolso”. O usuário cadastra seu nome e telefone no site, salva o contato do jornal em sua agenda e pronto. A informação tá na mão.

Além da recente iniciativa, o jornal foi também um dos primeiros meios de comunicação a utilizar o aplicativo para receber mensagens. Desde 2014 o veículo tem um número de telefone para estabelecer o contato com o leitor, que pode enviar comunicados sobre o trânsito, denúncias e demais informações por meio de texto, foto, vídeo e áudio.

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